John Erskine: A natureza do Pacto no monte Sinai – Parte III

O propósito dessa série de postagens (parte 1; parte 2) é apresentar o resumo da obra de John Erskine (1721-1803) que responde, negativamente, as seguintes questões: “O Pacto no Monte Sinai prometia vida eterna?”, “O Pacto de Graça é o cumprimento do Pacto no Sinai?”. 

A Natureza do Pacto no Monte Sinai

Deus realizou o pacto com a nação de Israel sem excluir os não-regenerados. No registro do pacto no Sinai, é dito que todas as pessoas, até mesmo estrangeiros e servos que não receberam influências nem o princípio de amor do Espírito Santo, foram pactuadas Ex 19.8; 24.3; Dt 5.1-3; Dt 29.2-3; Dt 5.29. Por isso o Senhor ordenou Oseias a tomar uma mulher de prostituições. Ou seja, uma mulher com disposição de lascívia que não seria fiel ao pacto. Oseias deveria amá-la, mesmo sabendo que a mulher não lhe retribuiria o amor matrimonial; Os 1.2; Os 3.1. Pela mesma razão o Pacto do Sinai é comparado a prisão Gl 3.23.

O pacto no Sinai não foi realizado apenas com aqueles que saíram do Egito, mas com toda a semente futura Dt 29.14-15. Por isso as crianças não regeneradas eram circuncidadas ao oitavo dia e, não obstante, chamadas de nascidas de Deus. Até mesmo os prosélitos tinham o mesmo direito da circuncisão com seus filhos. Sobre esse pacto misto, os filhos de Deus nasceram do sangue e vontade humana. A título de exemplo citamos Judá e Tamar. Houve incesto, todavia, a criança recebeu o direito completo ao pacto. A diferença com os cristãos encontra-se nestes aspectos; Jo 1.13; 1Pe 1.23.: que alguém poderia ter interesse no pacto sendo também filho de Satanás, morto em pecados e delitos. Quando Deus prometeu a terra de Canaã para Abraão e sua semente, ele instituiu a circuncisão para mostrar que sua descendência na carne era o fundamento para os direitos de sua posteridade às bênçãos pactuais, não a fé salvífica.

Mas, no tempo do evangelho, quando os filhos da promessa são contados como semente Rm 9.8, uma vez que a circuncisão na carne não traz benefícios, a circuncisão feita sem mãos que retira os pecados da carne, a circuncisão de Cristo, se tornou necessária, Cl 2.11, Rm 2.28. A promessa de vida longa no pacto do Sinai, portanto, foi anexada de modo peculiar ao quinto mandamento para lembrar aos judeus que a posse da terra era devido a obediência dos pais mais distantes deles. A promessa de vida naquele Pacto é terrena, não eterna! E, assim, a gratidão deveria ser testificada com o respeito e honra aos parentes mais próximos .

Aqueles que tinham interesses no Pacto do Sinai não eram considerados verdadeiros crentes. Eles cometeram adultério e quebraram o pacto a semelhança de Adão. Por fim, Deus lhes disse que enviaria a carta de divórcio. Diferente disso, a relação pactual entre Deus e os verdadeiros crentes [Pacto de Graça] não pode ser dissolvida. Não existe carta de divórcio no Pacto de Graça – Jr 31.32-33; Jr 32.40, Is 55.3.

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