Resenha do livro “First Freedom”

Nome da Obra: First Freedom: The Beginning and End of Religious Liberty

Editores: Json G. Duesing, Thomas White e Malcolm B. Yarnell III

Capítulo 1

Trata da liberdade religiosa e a exclusividade da salvação em Jesus Cristo. A pergunta principal do capítulo é: “A liberdade religiosa anula a posição que defende exclusividade da salvação por meio da fé em Jesus?”. O argumento é simples, não se pode usar a coerção para propagação do evangelho porque o confronto é argumentativo não coercitivo. Esta posição foi o cerne da crença anabatista. A reforma radical dizia que, em matéria de consciência religiosa, Jesus tomou a posição contra o uso de força para o convencimento ou prática religiosa. Em outras palavras, “o discernimento é responsabilidade da igreja, mas o julgamento pertence somente a Deus”. Isso não significa que o autor é um pacifista, durante a argumentação, ele nega mais de uma vez tal posição. Leia mais »

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Os Batistas e a Teologia Pactual

Vejo que alguns irmãos batistas estão confusos com relação a doutrina da Aliança. Neste curto post,

  1. Saliento algumas informações com respeito a posição da CFB89,
  2. Descrevo as razões pelas quais os primeiros batistas assumiram o framework da CFW,
  3. Coloco uma razão pela qual batistas atuais são inconsistentes e
  4. Faço um pequeno conselho aos novos adeptos da teologia reformada e pactual

 

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François Turretini e a Política do Reino de Judá

[…] a remoção (aphairesis) do reino de Judá é a fundação do reino de Cristo. […] Além disso, uma vez que a política era prefigurativa e terrena (à qual as promessas foram feitas não diretamente), não podia continuar para sempre, mas sua glória tinha de ser abolida (katargeistthai) e dar lugar ao reino místico e eterno de Cristo. – Turretini, Compêndio de Teologia, vol2, p.336

Igreja, Política e os Dois Reinos

Um pastor chamado Roger Williams apresentou-se à colônia de Massachusetts (EUA) com pesada crítica durante o século 17. Ele declarou que os puritanos das colônias americanas se equivocaram ao dar aos magistrados autoridade para governar sobre a vida religiosa das pessoas. O movimento de intolerância havia crescido na Nova Inglaterra (Estados Unidos, século 17) e Williams era contra a perseguição em nome de Deus. Batistas, quakers, anabatistas e quaisquer grupos que diferiam das posições teológicas do governo eram perseguidos. O caso mais famoso ficou conhecido como “As Bruxas de Salém”, quando, em 1692, alguns crentes puritanos, sob o aval do governo de Massachusetts condenaram a morte cerca de 20 pessoas acusadas, injustamente, de praticar feitiçaria. Os cristãos que governaram Massachusetts confundiram o reino comum dos homens com o reino do céu. Imaginaram que pela força política poderiam obrigar pecadores à verdadeira adoração.  Aqueles puritanos imaginaram que política era o meio que Deus utilizaria para preservar a sua igreja e expandir o reino do céu que se instalava na Nova Inglaterra.

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